CHINA: geografia, economia, população, etc

08/10/2014 16:57

DADOS PRINCIPAIS

ÁREA: 9.536.499 km²

CAPITAL: Pequim

POPULAÇÃO:  1.336.718.015 ( 2011)

MOEDA:  Iuan

NOME OFICIAL: REPÚBLICA POPULAR DA CHINA ( Zhonghua Renmin Gongheguo ).

NACIONALIDADE: chinesa

DATA NACIONAL: 1 e 2 de outubro (Dia da Pátria, Proclamação da República Popular da China).

DIVISÃO ADMINISTRATIVA: 22 províncias, 2 regiões especiais (Hong Kong e Macau), 5 regiões autônomas e 4 municipalidades.

GOVERNO: Estado Unipartidário (Partido Comunista Chinês)

PRESIDENTE: Xi Jinping

GEOGRAFIA DA CHINA:

LOCALIZAÇÃO:  leste da Ásia

FUSO HORÁRIO:  + 11 horas em relação à Brasília

CLIMA DA CHINA : de montanha (O e SO), árido frio (N, NO e centro), de monção (litoral S)

CIDADES DA CHINA (PRINCIPAIS): Xangai, Pequim (Beijing), Tianjin; Shenyang, Wuhan, Guangzou (Cantão), Nanquim

COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: chineses han 92%, grupos étnicos minoritários 7,5% (chuans, manchus, uigures, huis, yis, duias, tibetanos, mongóis, miaos, puyis, dongues, iaos, coreanos, bais, hanis, cazaques, dais, lis), outros 0,5% (dados de 1990).

IDIOMAS:  mandarim (principal), dialetos regionais (principais: min, vu, cantonês).

RELIGIÕES: sem religião (40,2%), crenças populares chinesas (28,9%), budismo (8,5%), ateísmo (8%), cristianismo (8,5%), crenças tradicionais (4,4%), islamismo (1,5%) - dados do ano de 2005.

DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 140,1 hab./km2 (estimativa 2011)

CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 0,493% por ano (estimativa 2011)

TAXA DE ANALFABETISMO:  7,8% (dados de 2008).

RENDA PER CAPITA:  US$ 9.800 (2013).

IDH: 0,719 (Pnud 2013) - desenvolvimento humano elevado

 

ECONOMIA DA CHINA :


Produtos Agrícolas: arroz, batata-doce, trigo, milho, soja, cana-de-açúcar, tabaco, algodão em pluma, batata, juta, legumes e verduras.

Pecuária: eqüinos, bovinos, búfalos, camelos, suínos, ovinos, caprinos, aves

Mineração: carvão, petróleo, chumbo, minério de ferro, enxofre, zinco, bauxita, asfalto natural, estanho, fosforito.

Indústria: têxtil (algodão), materiais de construção (cimento), siderúrgica (aço), equipamentos eletrônicos.


CHINA O DRAGÃO ASIÁTICO

                Por que dragão asiático?

São várias as lendas ou interpretações da figura do dragão no imaginário chinês. Essas lendas surgiram como forma de explicar e dar significado às ossadas de dinossauros que eram encontradas. Historicamente, o mito do Dragão no Oriente envolve o bem.

Uma das lendas orientais narra que o dragão foi requisitado pelo deus-criador para participar da criação do mundo, simbolizando, portanto a sabedoria.

Na China, os antigos imperadores autointitulavam-se “filhos do dragão”, e até hoje muitos chineses se consideram descendentes dessa figura mitológica.

Berço de uma das mais antigas civilizações, a China é o país que mais cresce no mundo.

 

Localização e divisão administrativa

Com 9.536.499 quilômetros quadrados, a República Popular da China ocupa 25% da superfície do continente asiático e é o terceiro maior país do mundo em extensão territorial, superado apenas pela Rússia e Canadá.

Localizada na Ásia Oriental, a China soma 22.800 quilômetros de fronteiras terrestres, e a linha costeira, banhada predominantemente pelo Oceano Pacífico, abrange mais de 18.000 quilômetros, sem contar o litoral de mais de 6.000 ilhas que compõem o imenso país. É formada ainda por 22 províncias, cinco regiões autônomas, quatro cidades administrativas comandadas diretamente pelo governo central e duas regiões administrativas especiais: Hong Kong e Macau.

A cidade de Macau, com 16 quilômetros quadrados e situada numa península do estuário do rio da Pérola, pertenceu a Portugal do século XVI até o final de 1999. Nesse ano, Macau voltou a ser território chinês após acordo com Portugal. Os portugueses a receberam em 1557, como presente do imperador chinês em reconhecimento à ajuda no combate ao pirata Chau Tselao. Atualmente, a economia de Macau baseia-se no turismo e na indústria têxtil.

A população chinesa

A China é o país mais populoso do mundo, em 2010 apresentava 1,3 bilhões de habitantes. Para conter o crescimento populacional acelerado, adotou, em 1979, a política demográfica do “filho único”. Apesar do número elevado de habitantes, a população se distribui de forma desigual pelo território. Conheça a seguir os principais aspectos populacionais da China.

A política do filho único

Diante do grande crescimento demográfico da China, em 1979 o governo adotou, nas zonas urbanas, a lei “um casal, um filho”. Quanto às zonas rurais, foram permitidos dois filhos por casal, considerando que eles representam força de trabalho para a família no campo. Devido a lei adotada pelo governo chinês, graves problemas surgiram, como abandono de bebês, abortos, esterilizações em massa e extermínio de recém-nascidos. Além disso, os pais que têm o segundo filho perdem o emprego, e suas crianças são impedidas frequentar a escola. Segundo dados do governo chinês, se essa lei não tivesse sido adotada, já em 2010 a população teria ultrapassado os 1,6 bilhão de habitantes, agravando ainda mais os problemas sociais do país, como moradia, alimentação, educação, saúde, etc.

A desigual distribuição no território

Como mencionado anteriormente, apesar de, numerosa, a população da China se distribui de maneira desigual pelo território.

A parte leste de clima temperado e subtropical, com terras férteis e predomínio de planícies, é a mais industrializada e povoada, com áreas cuja densidade demográfica supera 200hab/km2.

Na parte oeste, árida e com altitudes mais elevadas, encontra-se o deserto de Takla Makan, e na porção norte, onde se encontra o deserto de Gobi, verificam-se baixas densidades demográficas: vastas porções desses territórios registram menos de 1hab/km2.

 

A China é o país mais populoso do mundo e uma das nações que mais cresce. A seguir algumas curiosidades do país:

Diante do controle de natalidade imposto pelo governo, cada casal pode ter somente um filho, o que resultou numa geração com aproximadamente 90 milhões de chineses sem irmãos.

Quanto ao sexo, nascem 119 meninos para 100 meninas.

Estimativas revelam que no ano de 2020 pelo menos 30 milhões de homens ficarão solteiros.

Cerca de 45% das chinesas afirmam que valorizam a carreira profissional e não trocam por um casamento.

A cada dez famílias chinesas, pelo menos três possui um dos avós vivendo junto.

Outra medida de controle de natalidade é em relação ao número de animais de estimação, cada família pode possuir somente um cachorro e outros animais que não ultrapassem 35 centímetros de altura.

O número de internautas na China já superou os Estados Unidos, com 220 milhões de usuários.

As autoridades inseriram 171 novas expressões da cultura pop no idioma do país.

Cerca de 31% das pessoas com idade acima de 16 anos se denominaram religiosos, quatro vezes mais do que há uma década.

O total do número de celulares na China aumentou de 87 milhões (em 2000) para 432 milhões atualmente.

O território chinês abrange 4 fusos horários, mas o governo não se importa muito, e todo o país adota a hora de Pequim. O que faz o sol nascer às 4 da manhã no leste do país, e no oeste, às 9 da manhã.

Os chineses são muito supersticiosos. Os andares 4, 14 e 24 de muitos prédios não existem, porque o ideograma do 4 é parecido com o da morte. Celulares terminados em 4 ou com muitos 4 são bem mais baratos, e muito utilizados por estrangeiros.

Fruto da política do filho único e da preferência das famílias por homens, existem 18 milhões de homens a mais que mulheres na China. Saber o sexo da criança antes do nascimento é proibido, porque se for mulher, o casal pode decidir abortar.

Apesar disto, o aborto é legal na China, mesmo no final da gravidez. Por conta disto, a China é o país mais avançado em pesquisas com células-tronco, além que quase nenhuma chinesa tomar anticoncepcional.

A gastronomia chinesa é, digamos, exótica. O banquete do ano-novo chinês entre os mais ricos inclui iguarias como ovos podres cozidos e sopa de ninho de andorinha. Nas províncias do sul, come-se de tudo : gafanhotos, escorpiões, ratos selvagens, gatos, cachorros, estrelas-do-mar, cobras e até casulos de bicho-da-seda. Há um restaurante em Pequim cuja especialidade é pênis. Isso mesmo, lá se tem pratos com o membro de 9 animais : Touro, jumento, cão, cobra, cervo, carneiro, búfalo, foca e cavalo, e como o povo acredita que o prato é afrodisíaco, não faltam clientes

Na China, as cobras correm risco de extinção. Motivo: a carne do bicho é tida como afrodisíaco, às vezes chega a faltar no comércio. Por ano, são consumidas 10 mil toneladas de cobra na China.

Homens que morrem solteiros comprometem a próxima vida. Por isso, os familiares tentam casá-los depois de mortos. Como? Enterrando ao lado do defunto uma mulher que acaba de falecer. Quanto mais precoce for a morte, melhor. O preço da noiva fantasma pode chegar a US$ 2.000.

Os chineses são muito religiosos e acreditam muito na vida após a morte.

A China tem mais porcos do que a soma dos 43 países que a seguem na produção da carne suína. Ou seja, quase metade dos porcos do planeta são criados por fazendeiros chineses.

A Muralha da China foi recentemente “aumentada”. Descobriu-se que sua real extensão chega a, aproximadamente, 7.200 km. Calcula-se que na sua construção trabalharam mais de 10 milhões de pessoas. É a única construção do mundo visível da Lua a olho nu.

O Ano Novo Chinês é o feriado mais importante e por isso mais de 300 milhões de pessoas viajam pelo país para visitar seus amigos e parentes. Como não conseguem ir ao banheiro nos trens superlotados, muitos chineses usam “fraldas” para adultos!

A gastronomia chinesa é, digamos, exótica. O banquete do Ano Novo Chinês inclui iguarias como ovos podres cozidos e sopa de ninho de andorinha. Nas províncias do sul, come-se de tudo: gafanhotos, escorpiões, ratos selvagens, gatos, cachorros, estrelas-do-mar, cobras e até casulos de bicho-da-seda.

Ah, e se estiver numa mesa com chineses, jamais deixe os palitinhos fincados no arroz, pois isso representa desejar a morte das pessoas ali presentes. E também procure deixar comida no prato, pois um prato vazio para os chineses não significa que você gostou da comida, mas que o anfitrião foi ineficiente ao te servir.

Após décadas do mais puro regime comunista, os chineses ignoram o que é privacidade. Bisbilhotar e tomar conta da vida alheia é quase obrigação, sendo muito comum xeretar conversa alheia ou olhar o cartão de ponto do colega para denunciar atrasos.

O que nós chamamos de boa educação e higiene não se aplica na China. Os banheiros são apertados, fedidos e com apenas um buraco no chão. Muitas pessoas urinam no meio da rua. Soltar puns e arrotar em público ou até mesmo em um restaurante é muito comum.

O que chama mais atenção é o hábito de cuspir. Chineses cospem em qualquer lugar, e se você der mole, pode levar uma cusparada acidental, pois a medicina tradicional chinesa acredita que seja danoso engolir a saliva.

Os chineses recusam gorjetas. Uma vez ofereci uma gorjeta a uma garçonete, ela empurrou a minha mão e saiu correndo, corada de vergonha. Quando você deixa a gorjeta na mesa, o funcionário corre atrás de você para devolver o dinheiro.

Os bebês chineses andam com a bunda de fora. Sim, as roupas têm buracos no bumbum do bebê. E, em último caso, as necessidades são feitas na rua mesmo. Das 20 cidades mais poluídas do mundo, 16 são chinesas.

As transmissões de redes internacionais de TV apresentam 9 segundos de atraso. É o tempo suficiente para que o censor tire a rede do ar caso constate que a notícia é ofensiva aos interesses chineses.

77% dos chineses não sabe que a Aids pode ser evitada com o uso da camisinha. Ver filme erótico pode dar cadeia (se você for pego, claro). Gays também são perseguidos por lá. Anúncios, passeatas ou personagens gays na TV são proibidos.

 A carne de cachorro é considerada uma iguaria e apreciada em alguns países asiáticos. Fotógrafos flagraram cães assados sendo vendidos em uma barraca de feira na cidade de Yulin, na região autônoma Guangxi  Zhuang, na China.

Os blocos de edifícios concentram lojas, farmácias, escolas e até estações de metrô. O resultado são aglomerações de edifícios que parecem imagens abstratas, que chamam atenção pelas cores e formas que parecem de outro mundo.

A economia chinesa depois da revolução

Após a segunda Guerra Mundial, libertos da invasão japonesa, nacionalistas e comunistas chineses disputam o poder político. Em 11 de outubro de 1949, sob a liderança de Mao Tsé-tung, os comunistas saíram vencedores e proclamaram a Republica Popular da China.

Modelo soviético

No inicio de seu governo, entre os anos de 1949 e 1953, os revolucionários chineses adotaram o modelo soviético de desenvolvimento, tendo por base a estatização dos meios de produção, o desenvolvimento industrial com prioridade para a indústria de base e o planejamento econômico, político e social centralizado.

Já em 1955, porem, os dirigentes chineses perceberam que esse modelo de desenvolvimento não era adequado ao país. A realidade social, econômica e cultural da China distinguia-se completamente da realidade russa na época da revolução de 1917. A China era, em 1949, uma sociedade de base agrária: 90% da população estava no campo, e o país não tinha realizado sua revolução industrial.

Dessa forma, a partir de 1956, os planos econômicos foram modificados e a prioridade passou a ser a agricultura e não a indústria de base. O objetivo então era desenvolver ramos industriais que favorecessem o desenvolvimento e a modernização da agricultura (indústria de adubos e fertilizantes, equipamentos de irrigação de terras, tratores, implementos agrícolas, etc.)

As mudanças na organização da atividade agrícola chinesa, com a revolução socialista, foram realizadas em etapas distintas: 1949 a 1984, os dirigentes chineses implantaram cooperativas agrícolas e comunas populares e decidiram pela extinção destas em 1984, substituindo-as por unidades de administração privada. Em 1989, 92% das terras já se encontravam sob gestão particular.

A “política de portas abertas” a partir de 1984

O restabelecimento parcial da propriedade privada na agricultura, em 1984, foi apenas uma das iniciativas do Estado chinês no contexto de um conjunto de medidas econômicas liberalizantes. Entre as principais mudanças radicais na economia, destacam-se ainda:

·         A introdução controlada do lucro nas empresas;

·         A adoção de salário diferenciado entre os trabalhadores, tendo como base o mérito, o cargo a função (antes a remuneração era igual para todos);

·         A permissão pata entrada de capital e tecnologia estrangeiros;

·         Ampliação das trocas comerciais;

·         A concessão de autonomia às empresas estatais (que passaram a ter liberdade de comercializar sua produção e de comprar matérias-primas); em vez de entregar a renda ao Estado, como faziam anteriormente, as empresas passaram a pagar impostos e a aplicar parte da renda em sua modernização;

·         A aquisição de modernas tecnologias de produção;

·         A elevação dos níveis de consumo da população;

·         A criação da Bolsa de Valores de Pequim.

Essas medidas ficaram conhecidas como “a política de portas abertas”, promovida pelo mandatário chinês Deng Xiaoping, que assumiu o governo em 1976. Elas permitiram a abertura e a modernização da economia por meio de uma política estatal deliberada, controlada pelos líderes do Partido Comunista, e influenciaram não só setores da economia, mas o desenvolvimento do país como um todo, até os dias atuais.

Com essas e outras medidas, a agricultura e a indústria cresceram de forma significativa. O ritmo de evolução da indústria foi espetacular: 13% ao ano, no período de 1981 a 1989, mantendo-se elevado até a atualidade.

 

China: potência do século XXI?

No decorrer da década de 1990 e nos anos 2000, o PIB chinês apresentou um crescimento elevado, em torno de 10% ao ano.

Com as reformas econômicas anunciadas em 1984, o Estado privilegiou a indústria de bens de consumo, fazendo a produção crescer consideravelmente em pouco tempo, o que tornou a China uma grande exportadora de bens de consumo, para diversas partes do mundo.

A abertura da China para o exterior e o fato de a população chinesa representar um grande mercado consumidor atraíram vários grupos capitalistas, que, associados a empresas estatais chinesas, formaram sociedades de capital misto, ou as chamadas joint ventures, em vários ramos de negócio.

Essa abertura econômica, iniciada com Deng Xiaoping (falecido em fevereiro de 1997, aos 92 anos de idade), tem tido continuidade com seus sucessores.

Entre 1990 e o final de 2001, o PIB chinês quintuplicou, e em 2008 atingiu a cifra de 4,3 trilhões de dólares, constituindo-se, nesse ano o terceiro maior PIB do mundo, ultrapassado apenas por Estados Unidos e Japão. Estimava-se que até 2030 a China deveria ultrapassar o Japão, tornando-se a segunda maior economia do planeta. No entanto, isso ocorreu antes, pois em 2010 o PIB japonês (US$5,4 trilhões) foi inferior ao chinês (US$5,8 trilhões).

Apesar de ser o terceiro país com maior extensão territorial do mundo, a China é altamente pobre em recursos naturais, e, apesar de ter cerca de 20% da população mundial vivendo dentro de suas fronteiras, o seu papel dentro da economia mundial foi relativamente pequeno por mais de um século.

Desde que foram introduzidas, estas reformas ajudaram milhões de pessoas a saírem da pobreza, cujo índice encolheu de 53% em 1981, para apenas 13,4% em 2011. O governo chinês chama o seu sistema econômico de "socialismo com características chinesas", mas o que isso realmente significa é disputado. Alguns o consideram como uma economia mista, outros o consideram como capitalismo. Embora apenas um terço da economia seja controlado pelo estado, os setores que são estatalmente controlados são as maiores e mais importantes indústrias do país.

A China tem enfatizado o aumento da renda pessoal total e do consumo, e está introduzindo novos sistemas de gerenciamento para ajudar no aumento da produtividade. O governo também tem focado o comércio exterior como um grande veículo para o crescimento da economia.

Todavia, importantes gargalos continuam a restringir o crescimento. A energia disponível é insuficiente para toda a capacidade industrial instalada, desde que os comércios não sejam filiais dos Estados Unidos. O sistema de transporte está inadequado para deslocar quantidades suficientes de itens críticos, tais como carvão, e o sistema de comunicação não se enquadram de modo ideal dentro das necessidades de uma economia do tamanho e da complexidade da China.

Outros grandes problemas concentram-se na força de trabalho e no sistema de preços. O subemprego está presente nas áreas rurais e urbanas, e o receio de um grande e explícito aumento do desemprego é forte. O país é o 26º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.

 

China está prestes a se tornar maior economia do mundo

PIB dos Estados Unidos deve deixar em breve de ser o maior do mundo pelo critério de paridade de poder de compra (PPP), de acordo com novo relatório do Banco Mundial

Ruas de comércio na China: país continua aumentando seu peso na economia global

Pela primeira vez desde 2005, o Programa de Comparação Internacional atualizou os seus dados e sua metodologia para medir o tamanho de 199 economias de acordo com o critério de paridade de poder de compra.

O "PPP" estima o PIB com base no real custo dos preços e serviços, como se todos os países tivessem uma moeda comum, e não nas taxas de câmbio, que são voláteis e dão um peso desproporcional para quem tem moeda forte.

China X EUA

De acordo com o relatório, a China teve em 2011 um PIB com valor equivalente a 87% dos Estados Unidos - um grande salto em relação a 2005, quando era de 43%. 

Como a economia chinesa cresce cerca de duas vezes mais rápido que a americana, tudo indica que ela deve se tornar a maior do mundo ainda este ano (2014) em PPP.

Pelo critério de taxas de câmbio, o PIB americano (US$ 16,2 trilhões) ainda é quase o dobro do chinês (US$ 8,2 trilhões). Os EUA também ganham de lavada no PIB per capita, que é de US$ 50 mil - 5 vezes maior que o chinês.

Maiores economias do mundo

1.     Estados Unidos

2.     China

3.     Índia

4.     Japão

5.     Alemanha

6.     Rússia

7.     Brasil

8.     França

9.     Reino Unido

10    Indonésia

 

Problemas atuais da sociedade chinesa

Apesar do enorme desenvolvimento econômico chinês, o país ainda enfrenta diversos problemas de ordem política, socioeconômica e ambiental.

Ausência de democracia

O processo de modernização e de abertura econômica chinesa foi e continua sendo uma política estatal elaborada e controlada pelos líderes do Partido Comunista Chinês, que assumem a posição de defensores dos interesses do povo e da nação. O Estado chinês é o Partido Comunista, já que não existem outros partidos políticos na China. Dessa maneira, constitui-se uma estrutura política autoritária e ditatorial, que tem por base o monopartidarismo, e não o pluripartidarismo. Não existe democracia, nem liberdade de expressão escrita ou falada.

Em 1989, ocorreu uma importante manifestação popular em Pequim, que reivindicava democracia e liberdade de expressão no país. Esse acontecimento ficou conhecido como a Manifestação da Praça da Paz Celestial, pois ocorreu na praça do mesmo nome, e foi reprimido pelo aparato militar do Estado chinês. O episódio deixou clara a determinação do estado comunista de manter o controle político e do processo de transição da economia chinesa. Milhares de manifestantes morreram, outros foram presos ou condenados a morre.

 

Protestos no Tibete

 

 

Em março de 2008, o mundo voltou a olhar com apreensão para o Tibete, região central da Ásia controlada pela China. Uma manifestação pacífica de monges contra o domínio chinês rapidamente ganhou toques de violência e dramaticidade, com lojas e carros incendiados, repressão militar, prisões e um saldo de ao menos 13 mortos. Meses antes do início das Olimpíadas, a China acusa os manifestantes de criar embaraços a Pequim, tentando jogar a opinião pública mundial contra o governo comunista. Do outro lado, está o líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, que vive no exílio e pede autonomia para a região, controlada pela China desde 1951. Entenda a questão. 

Qual o interesse da China no Tibete?

A ocupação chinesa se dá por interesses estratégicos, apetite territorial e destino imperial. A China alega soberania histórica sobre o Tibete e sua estratégia é levar ao país seu modelo de desenvolvimento. Por isso, os chineses, entre outras medidas, constróem prédios e substituem a arquitetura tradicional local por outra, similar à de suas metrópoles. As transformações fazem sentido na ótica de Pequim: no Tibete, milhares de imigrantes chineses lideram importantes setores da economia. A "invasão" chinesa pode ser percebida também na atual conformação da população: em Lhasa, capital da região, menos de 25% dos 300.000 habitantes são tibetanos. Os chineses ocupam praticamente todos os cargos públicos e os empregos mais importantes, como professores, bancários e policiais. Por fim, o subsolo do Tibete é rico em metais – cobre, zinco e urânio –, com reservas suficientes para suprir até 20% da necessidade da China. 

Desde de 2009, vários tibetados já atearam fogo no próprio corpo, como forma de protestos, segundo a ONU, 113 pessoas já morreram vítimas de imolação.

Como se deu o domínio chinês sobre a região?

A China ocupa o Tibete desde 1951. Em 1913, numa conferência realizada em Shimla, na Índia, britânicos, tibetanos e chineses decidiram dividir o Tibete: uma parte seria anexada à China e outra se manteria autônoma. Ao retornar da Índia, o 13º Dalai Lama declarou oficialmente a independência do Tibete. Porém, o acordo de Shimla nunca foi ratificado pelos chineses, que continuaram a reivindicar direito de posse sobre o território.

Como a revolução dos guarda-chuvas está complicando a China

A população jovem, de Hong Kong, liderada por estudantes universitários, iniciou a poucos dias uma onda de protestos, onde exigem do governo chinês, mais liberdade e democracia, as manifestações exigem do governo a possibilidade de escolha de seus líderes políticos, como haviam prometido durante o processo de devolução da ilha a China em 1997.

O movimento democrático de Hong Kong, também chamando de "revolução dos guarda-chuvas", tem alimentado uma crescente preocupação sobre os impactos na economia local.

Nos últimos anos, Hong Kong tem ganhado destaque como propulsor econômico da região, com melhoras nas condições para inovação e empreendedorismo, além do uso mais intenso das novas tecnologias por governos e empresas.

Desigualdades regionais

Em 1979, a China criou quatro Zonas Econômicas Especiais (ZEE), nas quais é permitido às empresas estrangeiras investir capital e tecnologia, em associação ou não com empresas estatais chinesas. Investindo nas ZEE, as empresas gozam de privilégios oferecidos pelo Estado, como facilidades na exportação e na importação. Depois de 1984, foram criadas outras zonas para o investimento estrangeiro em catorze cidades costeiras, essa abertura dinamizou a economia.

As dez províncias da fachada litorânea, onde vive 37% da população chinesa, recebem 80% dos investimentos estrangeiros diretos, são responsáveis por 88% das exportações. Somente a província de Guangdong realiza 40% do comércio exterior chinês.

Uma das consequências dessa política foi aumentar as diferenças entre as regiões costeiras e as do interior do país, que permaneceram à margem do processo de internacionalização, enquanto as primeiras se integram cada vez mais aos fluxos mundiais de produção e trocas comerciais.

A prosperidade industrial da china tem provocado grandes deslocamentos populacionais das zonas rurais para as zonas urbanas, acarretando consequências como a falta de moradias, problemas de congestionamento de trânsito, lixo urbano, transporte etc. É nesse sentido que se fala que a China está sofrendo uma desruralização.

As cidades das zonas costeiras do país não absorvem grande parte dessa mão de obra migrante; assim, ampliam-se os mercados informais de trabalho. Ex-camponesas, por exemplo, procuram emprego como domésticas, saindo diariamente dos bairros pobres em direção aos ricos. Surge uma forte tensão ente o mundo operário, estabelecido nas cidades, e o novo setor operário, de origem rural, que busca sobreviver diante das mudanças.

Degradação ambiental

O Crescimento econômico da China tem provocado sérias consequências ao ambiente. Além do uso intensivo de combustíveis fósseis – principalmente petróleo e carvão mineral, que colocam o país em primeiro lugar na emissão de gases causadores do efeito estufa, a contaminação do solo e dos rios, a destinação do lixo industrial e doméstico e a poluição urbana são alguns dos desafios ambientais que a China terá de enfrenta para evitar o caos.

 

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