Cultura Chinesa

08/10/2014 16:30

 

A China tem uma cultura interessante com muitas tradições e valores

Diferentes países têm diferentes estruturas sociais, normas culturais e modos de formação de relacionamento. A China tem fortes tradições e valores morais que foram nascidos de uma longa história.

A China é berço de uma das civilizações mais antigas no mundo com uma história de mais de 5 mil anos. Durante esse período, criaram-se diferentes costumes, arte, culinária, crenças e celebrações que ao longo do tempo foram se mesclando e desenvolvendo por toda vasta região que abriga as terras da China que conhecemos hoje.

As diferentes províncias e as 56 etnias diferentes, cada qual com suas tradições e manifestações, formam um variado, sofisticado e rico mosaico cultural. A mescla de culturas regionais resulta no que conhecemos em termos gerais como “cultura chinesa” manifestada em diversas formas.

Comida

Na China, a comida é uma parte importante da vida. Compartilhar uma refeição é a maneira comum de socializar da mesma forma que os ocidentais vão a um bar ou pub para uma bebida. Além disso, há um forte ideal "não desperdiço, não quero" que faz uma variedade de pratos interessantes. Arroz e macarrão são os principais na cozinha chinesa e são comparáveis ​​ao uso do pão na cultura ocidental. Ambos os pratos têm uma longa história. A China foi um dos primeiros centros de cultivo de arroz e o macarrão é consumido desde a Dinastia Han Oriental (25 d.C a 220 d.C). Na tradição chinesa, cinco grãos de arroz são vistos como mais importantes do que pérolas ou jade, e o macarrão é visto como um símbolo de longevidade.

Apesar de estar presente no mundo todo com restaurantes de imigrantes e redes de comida expressa, a gastronomia chinesa é uma arte exótica para os padrões ocidentais.  Reconhecida como uma das mais sofisticadas e saborosas culinárias do mundo, come-se praticamente de tudo, com muitas iguarias vistas sob desconfiança pelos estrangeiros. Porém, muitos dos ingredientes para o dia a dia são os mesmos, mudando apenas a forma de preparo e os temperos.  Arroz, massa, e carnes populares como porco, peixes, frango e de pato.

As refeições são quase sempre acompanhadas de tigelas com o famoso arroz branco e o auxílio dos famosos “palitinhos” - práticos e simples de manusear. O chinês considera ter uma faca na mesa muito selvagem, Os líquidos como sopas e cozidos, são consumidos com uma colher larga e plana, geralmente de porcelana.  Sendo assim, a maioria das refeições são preparadas com pratos variados em pedaços pequenos e em porções, prontos para serem compartilhados.

As refeições, em maior número de pessoas, são normalmente em uma mesa redonda com diversos pratos, servidos em sequência e compartilhados.  Sempre acompanhados de chás e, dependendo da ocasião, do forte vinho de arroz local “baijiu” para brindar.

Ao contrário do que vemos em restaurantes chineses do ocidente, não existem “biscoitinhos da sorte” na China.  Para sobremesa os chineses normalmente degustam um prato de frutas.

Por causa da extensão e diversidade étnico-cultural do país, a culinária chinesa pode ser dividida em muitos estilos regionais. Com uma variedade de ingredientes encontra-se desde os mais apimentados aos agridoces; de frutos do mar a carnes exóticas; legumes de todo tipo e uma infinidade de temperos.  Além disso, mudam-se as formas de preparo. Comidas são grelhadas, cozidas, ensopadas, fritas, assadas e cruas, variando dependendo do local. A sofisticação das culinárias chinesas forma literalmente um “caldeirão” de sabores. 

Também usa-se uma infinidade de ingredientes naturais, muitos com fins medicinais, alimentos e chás e práticas que resultaram na milenar medicina tradicional chinesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Banquete chinês

 

 

Cultura do Chá na China

A cultura do chá chinês se refere aos métodos de preparação do chá, o equipamento usado para fazer chá e as ocasiões em que o chá é consumido na China.

O chá é uma bebida popular, desde dos tempos antigos da China. Era considerado um das sete necessidades diárias, sendo as outras a lenha, o arroz, o óleo, o sal, o molho de soja, e o vinagre. A cultura do chá na China difere daquelas da Europa, Reino Unido ou Japão em tais coisas como nos métodos de preparação, métodos de degustação e nas ocasiões em que é consumido. Até nos dias atuais, em ambas as ocasiões, casuais e/ou formais chinesas, o chá é regularmente bebido. Além de ser uma bebida, o chá chinês é usado em medicamentos herbários e na culinária chinesa.

 

 

 

 

Língua

Quando nos referimos ao idioma “chinês”, nos referimos ao “mandarim” que é a língua oficial do país e idioma mais falado no mundo, com mais de 900 milhões de praticantes. Baseia-se nos dialetos falados no norte da China, especialmente nos arredores de Pequim. Existem mais de 80.000 palavras chinesas, embora apenas 30.000 delas estão em uso diário. O mandarim é escrito em símbolos, originários da dinastia Shang (séc. XVI a.C. para séc. XI a.C.). Serve de língua mãe aos falantes de diferentes regiões, cada qual com seu dialeto local, de toda a China. Pela sua importância e alcance, é um dos seis idiomas oficiais da ONU.

Há centenas de dialetos falados por toda China agrupados por semelhança em 10 principais “grupos” que prevalecem em suas regiões geográficas. Além do Mandarim, há: Wu & Hui (região em torno de Xangai), Yue (Cantonês, região Guangdong e Hong Kong), Hakka & Min (região sudeste incluindo Fujian e Taiwan), Xiang (Hunan), Jin (Shanxi) e Gan (Jiangxi).

O chinês é uma língua analítica e atônica. Não tem flexão verbal (é, talvez junto ao vietnamita, a língua analítica por excelência), e se mostra relutante aos empréstimos lingüísticos.

 

Costumes e valores

A cultura chinesa tem uma imensa gama de costumes e valores. Humildade e respeito são muito importantes na cultura chinesa. Os indivíduos devem tratar bem uns aos outros e mostrar modéstia quando discutir sucessos, ou sequer discuti-los. Na China, as pessoas pensam a respeito de ideias em um sentido coletivo, muitas vezes considerando como suas ações afetarão seus amigos, vizinhos e colegas antes de tomar uma decisão. As decisões são mais comumente feitas para o bem maior ao contrário de ganho pessoal. Os chineses estão estritamente vinculados ao protocolo e, por isso, é melhor "salvar a face" respeitando e honrando a opinião dos outros, mesmo se você acredita ser incorreta, do que exigir que os outros concordem com a sua maneira de pensar.

Na cultura chinesa os valores tradicionais eram derivados da versão ortodoxa do confucionismo, que era ensinado nas escolas e fazia até parte dos exames da administração pública imperial. 

A China tem uma estrutura hierárquica e social formal. Por exemplo, na família, as crianças devem respeitar os mais velhos, reservando ao membro mais velho da família o maior respeito.

A presença do governo é forte, com muita censura aos meios de comunicação. A polícia não usa armas e os índices de criminalidade são baixos. Contudo, muitos delitos são punidos com pena de morte em público.

 

Religião

A China é um país multireligioso. As principais religiões neste país são o budismo, taoísmo, islamismo, catolicismo e protestantismo. Portanto, podemos dizer que a religião predominante na China é budismo. E a segunda maior religião é taoísmo, que é nativa da China.

Taoismo, também conhecido como Daoismo, é baseado nos ensinamentos do Tao Te Ching, que foi escrito na China no séc. VI a.C. A ênfase está em encontrar harmonia espiritual dentro do indivíduo. O taoísmo, religião nativa da China, surgiu no século II e tem culto à Natureza e aos ancestrais. Existiam numerosas escolas taoístas, porém, evoluiram-se gradualmente para duas escolas principais, a Quanzhen e a Zhengyi. O taoísmo não exige a realização de rituais nem tem as rigorosas estipulações para a admissão de crentes. Atualmente, a China possui 1.500 templos taoístas e 25 mil monges.

Como é em muitos países do Extremo Oriente, o budismo é a religião dominante na China. Isso começou na Índia há 2.500 anos e segue os ensinamentos de Buda, "O Iluminado". Na China, o Budismo Mahayana é particularmente comum. Nesta forma de budismo, o caminho para a libertação envolve ritual religioso, meditação e devoção.

Uma grande variedade de religiões havia sido praticada na China desde o início de sua história. Os templos de várias religiões diferentes pontilham a paisagem da China.

O estudo de religião na China é complicado por vários motivos. Porque muitos sistemas de convicção chineses têm conceitos de um mundo sagrado e às vezes um mundo espiritual, contudo, não invoca um conceito de Deus e classifica um sistema de convicção chinês como uma religião ou uma filosofia e isso pode ser problemático. Assim, Confucionismo e Taoísmo são considerados como religiões, enquanto outros os consideram como somente filosofias de vida.

Os sistemas de convicção principal que desenvolveram dentro da China incluem adorar antepassados, a maioria dos chineses tem uma concepção de céu e yin e yang. Os chineses acreditam também em tais práticas como astrologia, Feng Shui, e geomancia.

O Confucionismo e o Taoísmo são consideradas religiões chinesas, mas ambas começaram como filosofias. Confúcio, do mesmo modo que seus sucessores, não deu importância aos deuses e se voltou para a ação. Por sua vez, os taoístas apropriaram-se das crenças populares chinesas e da estrutura do budismo. Como conseqüência, surgiu uma corrente separada do "taoísmo religioso", diferente do "taoísmo filosófico" que se associava aos antigos pensadores chineses Lao-Tsé e Zuang-Zi.

O budismo chegou à China pela primeira vez durante o final da dinastia Han, arraigou-se rapidamente e templos como o da fotografia foram construídos. Os comunistas eliminaram a religião organizada ao tomarem o poder em 1949 e a maior parte dos templos foi reorganizada para usos seculares. A Constituição de 1978 restaurou algumas liberdades religiosas e, atualmente, existem grupos budistas e cristãos ativos na China.

Com o advento do comunismo na China, o Taoísmo religioso foi vítima de perseguições. Todavia, as tradições foram mantidas na China continental e estão conseguindo ressurgir.

 

Superstições
 

Os chineses são muito supersticiosos. Como o 13 no ocidente, o 4 é o número do azar. Isso porque o som da palavra “4” é parecido com o da palavra “morte”. Isso afeta tanto, que há prédios sem os andares 4, 14, 24 (e outros que terminam em 4) e números de celular terminados em 4 ou com muitos 4 chegam a custar menos por conta disso. Já o número 8 tem o som que se assemelha ao de “prosperidade”. Não à toa que os jogos Olímpicos de Pequim começaram no dia 8 de agosto de 2008, às 8:08 da noite, e números de telefone com 8 são mais procurados...

Nos telhados de casas e palácios, têm-se animais enfileirados para cuidado e proteção dos prédios e dos moradores consequentemente. A figura do dragão traz boa sorte - ele pode ser visto em casas, embarcações, jardins, muros e amuletos. Já os grandes leões, têm o objetivo de assustar os maus espíritos e impedir que entrem nas áreas dos palácios, assim como os espelhos (refletindo as energias negativas) que são postos nas portas de entrada.

            Há, ainda, superstições associadas a gestos, palavras e cores. Presentear com relógios ou objetos cortantes pode ser interpretado como um fim ou corte de relações. E o branco é considerado como a cor de luto, já o vermelho é como a cor da sorte...

 

 

 

 

 

 

 

 

Medicina Chinesa

 

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC), também conhecida como Medicina Chinesa é a denominação dada ao conjunto de práticas desenvolvidas ao longo dos milhares de anos. Desenvolvendo conceitos para a saúde do corpo baseada na busca da harmonia e equilíbrio energético, a MTC tem atraído muitos adeptos estrangeiros, inclusive. Valendo-se também da reflexologia e interconectividade de pontos sensíveis diretamente funcionamento dos órgãos, os tratamentos buscam curas holísticas e mais naturais.

Reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, a MTC é eficaz em patologias tais como: asma, hipertensão arterial, diabetes, obesidade, insônias, alcoolismo, depressão, cefaléias, tabagismo, gripe, entre outros.

O diagnóstico inclui exame dos pulsos, exame da língua e um diálogo a fim de esclarecer os sintomas e causas presentes (tendo em conta também o contexto social do paciente). O tratamento é prescrevido numa perspectiva de integração das várias técnicas de MTC: acupuntura, fisioterapia, massagem, ventosas e de dieta. Pode acontecer também que lhe seja recomendado iniciar uma prática pessoal de Ginástica Energética e meditação. 

Há diversos centros de pesquisa e estudo dedicados a MTC e vem ganhando espaço e influência no ocidente nas últimas décadas. Com isso, a indústria de produtos e medicamentos chineses e seus ingredientes exóticos têm visto uma demanda cada vez maior.

 

 

Arte 

A milenar arte chinesa é marcada bela beleza e delicadeza de seus traços e perfeccionismo presente nos suaves detalhes. Atravessando longos períodos durante as dinastias, a arte chinesa desenvolveu estilos elaborados e cuidadosamente praticados. Foram produzidas obras fantásticas, algumas sobrevivem até hoje. Muitas peças inclusive seriam incorporadas no dia a dia, principalmente da nobreza e da corte imperial. 

Pinturas, vasos, jóias, esculturas e até utensílios domésticos foram criados através dos mais variados materiais através de refinadas técnicas em jade, porcelana, madeira, papel, metais e até seda. Os temas também são alguns exemplos da diversidade das coleções. Pintores destacam, em suas telas, as belezas naturais como paisagens, animais e aspectos mitológicos e divinos. Outros retratam a história e a glória militar, como os famosos guerreiros de terracota em Xian. 

Com o tempo e as sucessivas guerras, invasões e revoluções, muitos desses tesouros se perderam, destruídos e roubados. Hoje há um esforço dedicado a recuperar e reunir muito do que foi danificado e dispersado, de volta aos acervos dos grandes museus que a China possui hoje em dia, como o Shanghai Museum em Xangai Entretanto, há também uma forte produção contemporânea. Depois de muito tempo restrita devido a censura e dificuldade econômica, o mercado de arte na China vem ocupando um espaço cada vez maior, crescendo mais até que a economia. Com isso, diversos artistas emergiram no cenário chinês nas últimas décadas, e hoje em dia suas obras são reconhecidas mundialmente e vendidas por milhões de dólares. 

Desde do início da história da China, se criaram objetos em bronze, jade e osso que resgatam o espírito e efeito procurado nos rituais chamanistas. Estas formas em bronze e jade mostram pela primeira vez um dos princípios essenciais da arte chinesa: a síntese entre o espírito criador artístico a função social e a hierárquica a que estavam destinados desde sua concepção. O primeiro deles se mostrava no aprimoramento das formas, na origem dos temas decorativos tomando como paradigma as forças da natureza e sua ação sobre o espírito humano, e no grande conhecimento técnico de materiais que caracterizou todas as formas artísticas.

Como complemento ta diversificação das formas como a iconografia que se adornavam correspondia aos princípios de hierarquização social e uso ritual que caracterizaram os inícios da civilização na China com a Dinastia Shang e a Dinastia Zhou. Nesta última dinastia surgem as escolas de filosofia que aprofundaram a relação do indivíduo em torno de si e a consideração social do mesmo, estabeleceram os fundamentos teóricos sobre os séculos que mais tarde se desenvolveria a teoria chinesa da arte.

A China reúne alguns dos números mais famosos no mundo das artes performáticas. 

A Ópera de Pequim é uma forma de teatro chinês tradicional que combina música, desempenho vocal, mímica, dança e acrobacia ao apresentar feitos históricos e lendas populares. Ela surgiu nos anos fins do século XVIII e tornou-se plenamente desenvolvida e reconhecida em meados do século XIX. O formato ficou extremamente popular na corte da Dinastia Qing e se tornou considerada como um dos tesouros culturais da China. 

A ópera foi sempre um espetáculo muito popular, tanto entre o povo chinês como entre os nobres e imperadores. Na elaboração dos argumentos e da música participaram escritores e aristocratas. Os imperadores da dinastia Tang, Hsuan Tsung (712-755) e Chuang Tsung (923-925), são considerados pais honoríficos da Ópera de Pequim devido ao apoio dado a esta arte.

A ópera é uma arte tradicional e milenar na China, principalmente em Beijing. A maquiagem é propositadamente exagerada e as apresentações incluem normalmente canto, dança e acrobacias, além da arte dramática.

Os grupos acrobáticos chineses também encantam platéias do mundo todo, com sua plasticidade e números incríveis. Exibindo equilíbrio, contorcionismo, agilidade e destreza inimagináveis as trupes chinesas são referência nas artes performáticas.

 

 

 

 

 

 

Show de acrobacia chinesa

 

Artes Marciais

 

O Kung-Fu nasceu da necessidade de sobrevivência dos antepassados na luta contra animais ferozes e contra inimigos. Esta arte marcial milenar vem orientando as pessoas, bem como ajudando os jovens a se direcionarem em disciplina, respeito com os colegas. De um modo geral, estrutura o corpo físico, em combinação com a mente, extravasando as ansiedades, angústias e estresses acumulados no dia a dia, fortalecendo-os. O Kung-Fu pode ser praticado por adultos e crianças de ambos os sexos.

O Tai Chi Chuan foi criado originalmente como um método de auto defesa por sacerdotes taoístas por volta do século XII. Seu objetivo é buscar a união da força com a suavidade, do corpo com o espírito e promover a interação do homem com a natureza. O Tai Chi Chuan também pode ser praticado por pessoas de qualquer idade, ele é considerado uma aeróbica de baixo impacto, sem riscos de lesões e sem contra indicações.

 

Música da China

 

Desde os tempos antigos, houve uma grande mudança na música chinesa devido às influências de doutrinas religiosas, filosóficas e ideológicas. A música chinesa também é considerada uma rica herança, pois ao mesmo tempo em que evoluem para uma forma mais contemporânea, alguns instrumentos tradicionais são mantidos, como vários tipos de flauta, o sheng, o gongo, sinos e o erhu.

 

Cinema
 

A origem do cinema chinês se deu no início do século XX, sendo o primeiro filme realizado em 1905, o qual consiste em uma gravação da Ópera de Pequim. “O romance de um vendedor de frutas” (de Shichuan Zhang, 1922) é o filme mais antigo ainda conservado. Na década de 20, a indústria cinematográfica chinesa começou a desenvolver-se, sobretudo na cidade de Xangai.

As primeiras películas que ganharam notoriedade foram produzidas na década de 30, com o aparecimento de ideias comunistas. Com a Revolução Cultural na década de 60 mais a paralisação do progresso material e tecnológico do país, o cinema chinês atrofiou e se tornou pouco expressivo.  Exceção feita a Hong Kong, que desenvolveu uma indústria cinematográfica robusta e produzia filmes de artes marciais e ação, revelando ao mundo grandes astros como Bruce Lee, Jackie Chan e Jet Li.

Com a reabertura da Academia de Cinema de Pequim, na década de 80, formou-se a primeira turma de jovens cineastas chineses como Zhang Yimou, He Ping e Chen Kaige, que na década de 90 voltaram a colocar o cinema chinês no mapa em grande estilo, dando origem ao Novo Cinema Chinês.

Na década de 2000, continuando esse ressurgimento, uma nova geração de cineastas e atores chineses, que estrelaram produções chinesas com destaque até em Hollywood ganhando Oscars como "O Tigre e o Dragão". Essas produções além de manter a qualidade da geração anterior experimentaram novas formas estéticas que acabaram pondo o cinema chinês como um marco vanguardista.

 

Arquitetura
 

A arquitetura é dos pontos altos da civilização chinesa. Seus estilos respondem às características e necessidades regionais, modos de produção econômica, estrutura política e religiosa, hábitos cotidianos e padrões comportamentais.

 

Arquitetura antiga

Houve três períodos de grande destaque na história da antiga arquitetura chinesa: dinastias Qin e Han; Sui e Tang e Ming e Qing. Os caixilhos de madeira, as grandes coberturas e os pátios quadrangulares (Siheyuan), por exemplo, tornaram-se referências internacionais.

No norte do país, os chineses empregam uma estrutura de madeira e terra para resistir ao frio e ao vento; no sul da China, predominam o bambu e o junco, além da madeira e do barro. Em outras regiões, a estrutura de estacas para evitar a umidade e facilitar a circulação de ar. As pedras, por outro lado, são a principal matéria-prima nas montanhas.

Arquitetura moderna

Com o desenvolvimento da China, as construções de aeroportos, estádios, arranha-céus, teatros, residências e monumentos romperam gradualmente as concepções tradicionalistas e apareceram novas formas combinando estilos orientais e ocidentais. 

Nas principais metrópoles surgiram construções inovadoras mesclando estilos, desenvolvidos tanto por arquitetos locais como estrangeiros.  Prédios como Jin Mao e IFC, em Xangai, e CCTV e ninho do pássaro, em Beijing, e Guangzhou TV tower, em Guangzhou, simbolizam a grandiosidade e arrojo das edificações modernas da China.  Grandes nomes da arquitetura contemporânea incluem I.M. Pei e Wang Shu. 

Moderno e Clássico: Cidade Proibida, em Beijing, e predios modernos

 

 

 

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