DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

17/06/2015 13:20

 

DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO NO TERRITÓRIO

O Brasil é considerado um país populoso, mas pouco povoado. Quando dizemos que um país é populoso, estamos levando em conta sua população total, também chamada população absoluta. Já o termo povoado se refere à população relativa, ou seja, ao número de pessoas que residem em determinada área. A esse resultado dá-se o nome de densidade demográfica.

Apesar de o Brasil ser o quinto país mais populoso do mundo, o Brasil é pouco povoado se comparado a outros, por causa de sua extensa área territorial. A densidade demográfica do Brasil é de 22hab./km2. Porém, a ocupação do território é bastante desigual. Encontramos em nosso país municípios com menos de 1 hab./km2, como Atalaia do Norte, no estado do Amazonas, e outros com mais de 12 mil há./km2, como São João de Meriti no RJ.

Uma das características mais marcantes da distribuição espacial da população brasileira sempre foi a concentração em determinadas áreas do país.

A busca por melhores condições de vida ou o surgimento de novas atividades econômicas em determinadas áreas, em certos momentos, explicam o aumento populacional causado, principalmente, pelos movimentos migratórios. A região Sudeste por exemplo, foi um pólo de atração populacional durante o processo de industrialização do país, na segunda metade do século XX.

Em 2011, as regiões mais populosas eram a Sudeste e a Nordeste, abrigando respectivamente, 42,1% e 27,8% da população brasileira; a seguir, vinham região Sul com 14,4%, região Norte com 8,3% e Centro – Oeste com apenas 7,4%. No entanto, enquanto as três primeiras apresentavam uma diminuição da representatividade nacional, as duas últimas vinham aumentando seu peso consistentemente.

Além de verificar como a população se distribui pelas regiões brasileiras, o Censo Demográfico investiga também sua distribuição entre as zonas urbana e rural. E, de acordo com o último Censo, o Brasil tinha 84% de sua população vivendo nas cidades e 16% no campo. Essa grande diferença nos números deve-se ao processo de industrialização, na metade do século XX, quando uma grande parcela da população deixou o, campo para viver nas cidades, caracterizando o que se chama de êxodo rural.

CONDIÇÕES DE VIDA E DESIGUALDADE SOCIAL

Os resultados ferais do Censo 2010 mostram avanços sociais no Brasil na última década. Houve um aumento na renda domiciliar. Entre os anos de 2000 e 2010, Nordeste e Centro – Oeste foram as regiões que apresentaram maior crescimento. A região Norte ficou em terceiro lugar.

De acordo com o Pnad 2011, o rendimento médio mensal real dos trabalhadores foi de R$1.345,00 representando um aumento de 8,3% em relação ao verificado em 2009 (R$1.242,00). Como conseqüência desse aumento de rendimentos, houve uma ampliação da classe média, que passou a ter maior acesso a bens duráveis, com destaque para computadores com acesso à internet e a telefones celulares, por exemplo.

Segundo divulgou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome, a valorização do salário mínimo, o aumento do emprego e os programas de transferências de renda como o Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada foram fatores que contribuíram para o crescimento do rendimento médio mensal das brasileiros no período.

Além do aumento de renda, houve também avanços nos indicadores sociais, como queda da mortalidade infantil e aumento da frequência escolar, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Apesar de as condições de vida do povo brasileiro terem apresentado um avanço na primeira década do século XXI e de Brasil ter alcançado, em 2011 um alto Índice de Desenvolvimento Humano (0,718), ainda encontramos grandes desigualdades em nossa sociedade.

Um indicador relevante para o entendimento do grau de desigualdade e concentração dos rendimentos é o Índice de Gini. Este índice serve para medir a concentração de qualquer indicador, pois é uma medida do grau de concentração de uma distribuição, cujo valor varia de 0 (zero) até 1 (um), isto é, varia da completa igualdade à completa desigualdade.

Conforme dados do Censo de 2010, o Índice de Gini da distribuição dos rendimentos mensais das pessoas com rendimento no Brasil ficou em 0,526. Desde 2001, esse índice vem apresentando uma trajetória descendente, mas ainda é um dos mais altos do mundo.

Quando se trata da desigualdade social no Brasil, ficam evidentes as diferenças de rendimentos e no nível educacional entre grupos de cor ou raça. Essas desigualdades remontam às antigas bases colonial e escravocrata brasileiras, que estabeleceram diferentes oportunidades para brancos e negros.

Segundo a Pnad 2011, ao fazer comparações entre o nível de escolaridade predominante entre as populações branca e negra, branca e parda, encontra-se um percentual de analfabetos entre o grupo de negros (13,3%) e pardos (13,4%) quase três vezes maior do que o dos brancos (5,9)%.

Também quanto à ocupação existe um predomínio de brancos nas profissões mais bem remuneradas. Nas regiões majoritariamente brancas, os trabalhadores brancos eram maioria em todas as categorias de ocupação, assim como nas regiões com maioria de negros e pardos. Mesmo assim, os negros e pardos predominavam entre os trabalhadores domésticos.       

 

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