ELEIÇÕES DE DIRETORES DE ESCOLAS PÚBLICAS

15/07/2014 13:10

As eleições para diretor garantem democracia na escola?

            Essa pergunta deve ser respondida da seguinte forma: até a década de 1980, não se falava em democracia na escola, pois vivíamos no período da ditadura, no início pleiteavam-se as eleições para diretor das escolas públicas. Mas segundo Parra (1996), embora a eleição de diretores passa-se a representar avanços, não tinha condições de reverter processos tradicionais de gestão. Salienta também que as eleições de diretores não acabaram com o clientelismo nas escolas, seja por ação do estado, ou por membros da escola.

              Vitor Paro (1996), diz que o processo eleitoral favorece a discussão e faz emergir e tornar transparente os conflitos internos estimula a relação da direção com as dimensões pedagógicas da gestão e, diminui o poder clientelístico de ocupantes de cargo de poder público.

            A constituição federal e a LDB, garantem a gestão democrática, mas dependem muito mais da disposição de todos que trabalham na escola para conversar sobre os problemas cotidianos vividos por ela. Promover a gestão democrática da escola implica dedicar tempo para a concretização de cada passo do processo de discussão e decisão.

            É importante salientar que o processo coletivo leva a uma carga de trabalho a mais, envolvimento, tempo e trabalho são necessários para se ter um crescimento e formação como cidadãos. Quanto mais a prática da discussão e da tomada de decisões coletivas mostra resultados que beneficiam a escola, a qualidade do ensino e os que aí trabalham e estudam se fortalecem. A gestão democrática implica em trabalho, mas também em crescimento do coletivismo na escola.