Índia e Paquistão têm pior confronto em anos na Caxemira

11/10/2014 21:02

Oito indianos morreram e cerca de 60 ficaram feridos, enquanto em solo paquistanês foram 12 civis mortos e 43 com ferimentos desde que começou a troca de tiros através da fronteira na Caxemira, região do Himalaia dividida entre as duas potências nucleares.

A Índia acusa ao Paquistão de apoiar atividades terroristas em seu território, como o atentado na metrópole de Mumbai, em 2008, que causou 166 mortos, e de apoiar a insurgência na Caxemira.

Aos pés do Himalaia, a Caxemira é a única região da Índia com maioria muçulmana e o Paquistão reivindica sua completa soberania desde a partilha do subcontinente, realizada em 1947 com critérios religiosos.

Ambos os países evacuaram cada um cerca de 20 mil pessoas dos povos próximos à fronteira, e se abrigaram em escolas e acampamentos de refugiados.Tanto a Índia como o Paquistão se acusaram mutuamente de começar o conflito e de abrir fogo "sem provocação".

A Caxemira é reivindicada por ambos os países e tem sido um grande foco de tensão no sul da Ásia.

Os confrontos entre Índia e Paquistão cessaram nesta sexta-feira (10.10.2014) após dias de trocas de salvas de artilharia e de tiros pela disputada região himalaia fronteiriça da Caxemira, nos episódios mais tensos entre os rivais, que possuem armas nucleares, em mais de uma década.

Apesar do crescimento das tensões, o Paquistão disse que a guerra com a Índia não é uma opção e que ambos os lados têm de trabalhar para tentar encerrar o conflito.

Desde sua divisão há 67 anos, os dois países lutaram um contra o outro em três guerras, duas delas pela Caxemira. Não há uma guerra aberta desde que ambos testaram armas nucleares em 1998. Na verdde, por trás das disputs religiosas que envolvem a Índia e o Paquistão, há grandes interesses nesse território. Ficam na Caxemira as nascentes de importantes rios que abastecem Índia e Paquistão, a Caxemira também se encontra no meio rota de oleodutos e gasodutos projetados para transportar petróleo e gás extraídos do Mar Cáspio e da Ásia Central, além de tudo isso o relevo acidentado confere a essa região um enorme potencial hidrelétrico. 

Nove civis paquistaneses e oito indianos foram mortos após membros das forças de segurança de ambos os lados começarem a atirar uns contra os outros ao longo da faixa de fronteira de 200 quilômetros, em uma região da Caxemira, cuja população é majoritariamente muçulmana.

Uma calma relativa voltou à região nesta sexta-feira, após uma dura retórica dos dois lados, com o governo indiano alertando o Paquistão que pagaria um “preço exorbitante” se o embate continuasse. O governo paquistanês disse ser capaz de responder “de acordo”.

“É o mais intenso em décadas”, O confronto acontece em uma época de mudanças nas dinâmicas de poder no sul da Ásia, com o Exército do Paquistão assumindo um papel mais assertivo na política e o novo primeiro-ministro nacionalista da Índia, Narendra Modi, prometendo uma política externa mais firme.

 
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