LESTE EUROPEU

23/08/2015 21:55

A EUROPA ORIENTAL E O SOCIALISMO

Com a dominação russa a partir da segunda guerra mundial, o mundo ficou dividido em dois blocos, o socialista e o capitalista, até o início da década de 1990.

O Leste Europeu

A classificação do continente europeu em Ocidental e Oriental, surgiu após a Segunda Guerra Mundial, numa referência à bipolarização do mundo, que colocava em oposição capitalismo e socialismo.

Atualmente, fazem parte do chamado Leste Europeu os seguintes países: Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Romênia, Eslovênia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Macedônia, Albânia, Kosovo, além da Geórgia e dos membros da CEI (Comunidade dos Estados Independentes) que integram o continente europeu: Rússia, Belarus, Ucrânia, Moldávia, Armênia e Azerbaijão.

Ao longo da história, os países do Leste Europeu foram objeto de disputa pelas três principais potências que dominaram a região até 1918: o Império Austríaco, o Império Turco-Otomano e o Império Russo. Após a Segunda Guerra Mundial, passaram a fazer parte do bloco soviético da Europa, sob o regime socialista imposto pela União Soviética.

Ainda hoje, porém, são evidentes as influências germânicas, muçulmanas e eslavas nessa parte do continente.

A dominação russa e soviética

A dominação russa fez-se em várias etapas desde o século XVIII, e sua influência é ainda uma realidade na região. Durante a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética alargou suas fronteiras mediante a ocupação militar das repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia). A partir de 1944, à medida que o Exército Vermelho soviético derrotava as forças alemãs, diversos países do Leste Europeu eram libertados pela União Soviética, que, aos poucos, impôs a eles regimes socialistas e governos – satélites, ou seja, submissos ao controle central.

Quando a Segunda Guerra Mundial acabou, evidenciou-se que o continente europeu estava dividido por uma ‘cortina de ferro’ na expressão de Winston Churchill, então primeiro-ministro britânico. Os países do Leste Europeu ficaram sob influência soviética, onde foi adotado o sistema de partido único e a planificação da economia.

A divisão do mundo entre os blocos socialista e capitalista era conhecida como divisão bipolar ou bipolarização.

A reação e os levantes europeus

Essa inserção da Europa Oriental no bloco soviético deu-se, em muitos casos, contra o sentimento majoritário dos povos centro-europeus. Como reação, ocorreram levantes populares, como os acontecidos na Hungria, em 1956, e na Tchecoslováquia, em 1968 – episódio que ficou conhecido como Primavera de Praga, ambos sufocados pela intervenção militar do Pacto de Varsóvia. No final da década de 1970, o descontentamento com as políticas soviéticas tomou conta da Polônia. Apoiados pela Santa Sé (o papa já era o polonês Karol Wojtila, que adotou o nome de João Paulo II), formou-se o sindicato Solidariedade, cujo líder principal, Lech Walesa, desafiou o governo comunista.

O partido único e as economias planificadas

Sob a influência soviética, os países do bloco socialista tiveram de adotar o sistema de partido único, ficando proibido o pluralismo político. A partir do final da década de 1920, a URSS passou a elaborar planos quinquenais, pelos quais se implantava um planejamento de sua produção industrial e de seu crescimento econômico por cinco anos. Os países que seguiram o modelo socialista adotaram sistema semelhante ao soviético. Era a chamada economia planificada.

As repúblicas soviéticas priorizavam, portanto, o aprimoramento das chamadas indústrias de base, como a, siderúrgica, a petrolífera, a de mecânica pesada etc. Priorizavam também, a indústria de armamentos e a corrida espacial, em detrimento dos setores ligados aos chamados bens de consumo, apresentando, portanto, baixo dinamismo em suas indústrias mais leves, como a de eletroeletrônicos.