Novos Planetas descobertos

03/05/2015 19:32

Descoberto planeta semelhante à terra em zona considerada habitável

 

A NASA anunciou em abril de 2014 que descobriu um novo planeta semelhante à terra. Batizado de Kepler-186f, tem dimensões semelhantes ao nosso planeta e os cientistas colocam a hipótese de ter água em estado líquido na superfície, o que abre a porta para que exista algum tipo de vida da forma como conhecemos.

Este novo planeta é apenas 10 por cento maior que a Terra, tudo indica que também é rochoso e não se encontra nem muito próximo nem muito longe da Kepler-186, a estrela anã vermelha (com menos da metade da massa do Sol) sob a qual orbita.

NASA/SETI/CalTech

Representação do artista da NASA do planeta Kepler-186f, com a estrela anã ao fundo

Junto a esta estrela existem outros planetas, mas estão muito perto e são muito quentes.

Localizado na constelação de Cygnus, a cerca de 500 anos luz da Terra, os astrônomos adiantam que este é o planeta mais parecido com a terra até ao momento encontrado.

O Kepler-186f foi descoberto pelo telescópio da NASA chamado precisamente Kepler.

Até ao momento os planetas detectados nas zonas consideradas habitáveis da terra eram todos muito maiores que a Terra, sendo que o mais provável é que se tratassem de um «gigante gasoso» como Júpiter ou Saturno.

 

Terra-alien está entre 8 novos planetas habitáveis encontrados. Descoberta foi revelada na Sociedade Astronômica Americana em janeiro de 2015.

Um dos oito novos planetas encontrados em sistemas solares distantes conquistou o título de "mais parecido com a Terra no mundo alienígena", disseram astrônomos.

Todos eles foram vistos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Assim, o registro de tais "exoplanetas" passou de mil. Mas apenas três deles estão com segurança dentro da "zona habitável" de sua estrela-mãe - e um em particular é rochoso, como a Terra, e apenas um pouco mais quente.

A descoberta foi revelada em uma reunião da Sociedade Astronômica Americana.

Os três planetas potencialmente habitáveis integram o "hall da fama" do Kepler, que agora possui oito perspectivas planetárias fascinantes.

Terra-alien está entre 8 novos planetas habitáveis descobertos

Pesquisadores disseram que, entre os recém descobertos, o mais parecido com a Terra, conhecido como Kepler 438b, é provavelmente ainda bem mais parecido com o nosso planeta do que o Kepler 186f - que antes era o considerado mais parecido com a Terra.

O novo pretendente, 12% maior que a Terra, é maior do que o 186f, mas com temperatura mais próxima da nossa , provavelmente recebendo apenas 40% mais calor do seu sol do que nós do nosso.

Céu vermelho

Então, se nós pudermos ficar na superfície do 438b, o clima seria bem mais quente do que aqui, segundo Doug Caldwell do Instituto Seti, de pesquisa para inteligência extraterrestre, na Califórnia.

"E (o planeta gira) em torno de uma estrela mais fria... então o céu deles ficaria mais vermelho do que o nosso", disse.

Esse encontro, no entanto, é improvável - primeiro, porque o planeta está a 475 anos-luz de distância e por não se ter a mínima ideia do que ele é feito.

Imagens do telescópio Kepler, que está atrás da Terra, são usadas para identificar planetas distantes ao observar "trânsitos". Isso se refere ao escurecimento da luz de uma estrela com a passagem de um planeta à sua frente.

Uma grande equipe de pesquisadores, então, usa dados adicionais a partir de outros telescópios para explorar melhor estes sistemas solares desconhecidos. Eles tentam calcular o tamanho dos planetas e quão perto eles orbitam suas estrelas hospedeiras.

Mas nem tudo que causa este escurecimento é um planeta. Ao mesmo tempo em que os oito novos exoplanetas foram anunciados por diversas instituições americanas, incluindo a Nasa, os próprios cientistas da missão Kepler divulgaram mais de 500 planetas "candidatos".

"Com mais observação, alguns desses candidatos podem vir a não ser planetas", disse Fergal Mullally, da missão Kepler.

Parecido com a Terra?

Mesmo quando os cientistas confirmam um candidato como um exoplaneta, a questão de ser ou não "parecido com a Terra" é complicada.

O tamanho da zona habitável, onde um planeta está longe o suficiente de seu sol para reter água, mas não tão distante para congelar, depende do nível de confiança de cientistas em seus palpites.

Segundo Cardwell, apenas três dos oito novos exoplanetas podem ser colocados nessa zona com confiança - e apenas dois deles são provavelmente rochosos como a Terra.

Uma descrição mais detalhada é muito difícil.

"A partir das medidas do Kepler e outras medições que fizemos, não sabemos se esses planetas têm oceanos com peixes e continentes com árvores", disse Caldwell à BBC. "Tudo o que sabemos é o seu tamanho e a energia que está recebendo de sua estrela".

"Assim, podemos dizer: bem, eles são de um tamanho que são, provavelmente, rochosos, e a energia que eles estão recebendo é comparável à que a Terra recebe".

"À medida que preenchemos essas lacunas em nosso sistema solar que não temos, aprendemos mais sobre o que significa ser parecido com a Terra, em algum sentido."

 

Astrônomos descobrem planeta “potencialmente habitável”, anuncio em junho de 2014.

Batizado de Gliese 832 c, novo planeta tem cinco vezes a massa da Terra.
É o 3º planeta conhecido mais parecido à Terra, e está a 16 anos-luz.

Do G1, em São Paulo

Representação do planeta Gliese 832 c em comparação com a Terra (Foto: Divulgação/PHL-UPR Arecibo)

Um grupo de astrônomos de vários países afirmam ter descobertos um planeta "potencialmente habitável" a 16 anos-luz da Terra, segundo o Laboratório de Habitabilidade Planetária (PHL, na sigla em inglês) da Universidade de Porto Rico, em Arecibo. Segundo os especialistas, essa "Super-Terra" está perto da estrela anã vermelha Gliese 832, conhecida por ter, em sua órbita, um planeta semelhante a Júpiter, conhecido como Gliese 832 b.

De acordo com o PHL, a equipe de astrônomos é liderada por um especialista da Austrália, e o novo planeta descoberto foi batizado de Gliese 832 c.

Esse planeta tem uma órbita que dura 36 dias e massa pelo menos cinco vezes maior que a da Terra. Ele recebe da estrela a mesma energia média que a Terra recebe do Sol, e pode ter temperaturas parecidas com as terrenas, apesar de estações mais extremadas.

Caso o novo planeta tivesse uma atmosfera mais densa, isso faria com que as temperaturas fossem altas demais para permitir condições de vida. Um planeta com essas características poderia parecer-se mais com Vênus do que com a Terra.

Os especialistas categorizam esses planetas segundo um Índice de Semelhança com a Terra (ESI, na sigla em inglês). Nesse caso, o Gliese 832 c chegou a um ESI de 0.81, e ficou atrás apenas do Gliese 667C c (com ESI 0.84) e do Kleper-62 (com ESI 0.83). Mas o Gliese 832 c é mais próximo da Terra, e se tornou um objeto de interesse para futuras observações.

Há ainda outras características a serem observadas sobre a habitabilidade do planeta, como sua composição e atmosfera. Até agora, os dois planetas encontrados na órbita da estrela Gliese 832 são uma versão em menor escala do Sistema Solar, com um planeta potencialmente parecido à Terra e outro semelhante e Júpiter. Ainda não se sabe se esse planeta gigante exerce na estrela a mesma função exercida por Júpiter no Sistema Solar. Mas, segundo o PHL, de Porto Rico, a arquitetura encontrada na Gliese 832 é rara entre os outros sistemas exoplanetários já conhecidos.

 

Descoberto novo tipo de planeta onde pode existir vida Exoplanetas "Kepler-10c"

AFP

Exoplanetas: característica rochosa deste planeta indica possibilidade de existência de vida

Uma equipe internacional de astrônomos liderados pela Universidade de Genebra descobriu a existência de um novo tipo de planeta, de composição rochosa e com uma massa 17 vezes maior que a Terra, informou nesta segunda-feira a instituição.

A característica rochosa deste planeta, batizado de "Kepler-10c" em homenagem ao nome do satélite que o detectou pela primeira vez, indica a possibilidade de existência de vida, segundo afirmou em um comunicado o cientista Stéphane Udry, coautor do estudo.

O novo planeta se situa a cerca de 560 anos-luz da Terra, o que significa que está um pouco mais longe do que o "Kepler-186f", que foi o primeiro planeta descoberto fora do sistema solar, há cerca de dois meses, com um tamanho comparável ao da Terra e no qual se acredita que pode existir água em estado líquido.

O planeta "Kepler-10c" dá uma volta ao redor de uma estrela similar ao sol em 45 dias e se encontra na direção da constelação de Dragão.

Calcula-se que sua idade é de 11 bilhões de anos, ou seja, três bilhões de anos depois do "Big-Bang", época na qual existiam poucos elementos químicos necessários para a criação de grandes planetas rochosos, como o silício e o ferro.

A descoberta é também uma prova que houve planetas de tipo terrestre que se formaram muito cedo na história do universo e que, portanto, os astrônomos não devem negligenciar em seus estudos as estrelas mais antigas em sua busca de planetas habitáveis.

 

A NASA anunciou em 2012 a descoberta de 9 planetas.

UFC-1.01

NASA encontrou um exoplaneta menor do que a Terra. Segundo os astrônomos, ele tem apenas dois terços do tamanho do nosso planeta e está a uma distância de 33 anos-luz daqui. Além de pequeno, ele é muito quente.

Os exoplanetas giram em torno de estrelas além do nosso sistema solar. Por isso, é muito difícil encontrar algum que seja menor do que a Terra. Porém, identificar esses planetas pode ajudar os astrônomos a encontrar um mundo habitável aos seres humanos.

As observações foram feitas com o Telescópio Espacial Splitzer, que encontrou o UCF-1.01 por acaso enquanto os pesquisadores observavam outro planeta, que gira em torno da estrela anã GJ 436. Os astrônomos notaram mudanças constantes na quantidade de luz infravermelha emitida pela estrela. Essa é uma evidência de que outro planeta poderia bloquear uma pequena fração dessa luz.

O UCF-1.01 gira em torno de uma estrela anã a cerca de sete vezes a distância entre a Terra e a Lua. Por isso, o seu ano deve durar apenas 1,4 dia terrestre. Por estar próximo de sua estrela, ele pode ter uma temperatura de mais de 600ºC na superfície.

GJ 667Cc

Uma equipe de cientistas independentes descobriu um planeta rochoso a 22 anos-luz da Terra, com 4,5 vezes a massa da Terra e grandes possibilidades de ter água e vida do que qualquer outro já descoberto.

O planeta GJ 667Cc tem uma órbita que dura o equivalente a 28 dias terrestres. Ele gira ao redor da estrela em uma zona onde a temperatura é semelhante à da Terra. O planeta está a uma distância da estrela equivalente a três quartos do espaço entre Mercúrio e o Sol.

Segundo Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe de pesquisa do Carnegie Institution for Science, já que o GJ 667Cc reúne as melhores condições para manter água em estado líquido, o planeta pode abrigar a vida como nós a conhecemos.

Kepler-36b

Cientistas do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, acharam dois planetas vizinhos com a órbita mais próxima já identificada no Universo.

A distância entre a órbita dos dois chega a apenas 2,0 milhões de quilômetros. Segundo os astrônomos, essa proximidade é cinco vezes a extensão entre a Terra e a Lua. Isso significa que os planetas estão 20 vezes mais próximos um do outro do que Vênus e Mercúrio, os planetas com a menor distância entre as órbitas no nosso Sistema Solar.

Um deles é o Kepler-36b, um planeta rochoso como a Terra, com 1,5 vezes o raio e 4,5 vezes a massa do nosso planeta. Ele orbita a principal estrela de seu sistema a cada 13,8 dias terrestres.

Kepler-36c

O planeta vizinho ao Kepler-36b é o Kepler-36c, um gigante gasoso com o tamanho parecido com o de Netuno e composto principalmente de hidrogênio, hélio e água. Ele tem 3,7 vezes o raio e 8 vezes a massa terrestre. O planeta completa uma volta ao redor da estrela a cada 16,2 dias.

Esses dois planetas orbitam uma estrela um pouco mais quente e 2 bilhões de anos mais velha que o Sol. Ela está a 1.200 anos-luz da Terra. Como esses planetas têm densidades diferentes e estão perto demais de sua estrela, eles não estão em zona habitável. Portanto, não existe água líquida na superfície do planeta, o que inibe a possibilidade de vida. Além disso, não existe possibilidade de colisão entre eles.

A descoberta foi feita por uma equipe liderada pelo pesquisador Josh Carter, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e pelo professor de astronomia Eric Agol, da Universidade de Washington.

Kepler-20e

O Segundo planeta dessa descoberta da missão Kepler é o Kepler-20f. Ele é o quarto planeta do sistema solar Kepler-20 e leva 19,6 dias para completar a volta e tem temperaturas de 426º C. Além disso, ele tem 1,03 o raio do nosso planeta.

A missão Kepler descobre planetas ao medir a diminuição do brilho das estrelas quando corpos passam na sua frente. Justamente por isso, encontrar um corpo pequeno, de tamanho parecido ao da Terra, é tão difícil. Para haver uma confirmação, é preciso detectar pelo menos três passagens. Atualmente, a sonda monitora mais de 150 mil estrelas e já descobriu mais de 2.300 candidatos a planetas.

Kepler-20f

O Segundo planeta dessa descoberta da missão Kepler é o Kepler-20f. Ele é o quarto planeta do sistema solar Kepler-20 e leva 19,6 dias para completar a volta e tem temperaturas de 426º C. Além disso, ele tem 1,03 o raio do nosso planeta.

A missão Kepler descobre planetas ao medir a diminuição do brilho das estrelas quando corpos passam na sua frente. Justamente por isso, encontrar um corpo pequeno, de tamanho parecido ao da Terra, é tão difícil. Para haver uma confirmação, é preciso detectar pelo menos três passagens. Atualmente, a sonda monitora mais de 150 mil estrelas e já descobriu mais de 2.300 candidatos a planetas.

Kepler-16b

Com ajuda do equipamento Kepler, da Nasa, Laurance Doyle e sua equipe do Instituto SETI conseguiram detectar o Kepler 16b, um pequeno corpo que orbita um sistema binário (Kepler 16) a 200 anos-luz da Terra.

Portanto, esse planeta orbita ao redor de dois sóis, como Tatooine, de Star Wars. As duas estrelas são pequenas: uma possui 69% da massa do nosso Sol, e a outra apenas 20%.

O Kepler 16b, que possui tamanho similar a Saturno, não é um candidato a conter vida. Ao contrário de Tatooine, o planeta é frio demais e sua superfície parcialmente rochosa e parcialmente gasosa é bastante inóspita.

Apesar de estar muito próximo de suas duas estrelas e completar a órbita em 229 dias (similar a Vênus), o planeta está fora da chamada zona habitável.

Kepler-34b

Depois da descoberta do Kepler-16b, a missão Kepler conseguiu encontrar outros dois planetas que orbitam ao redor de dois sóis.

Os planetas podem ser considerados dois gigantes de gás de densidade baixa, comparáveis ao tamanho de Júpiter, mas com menos massa.

Um dele é Kepler-34b. Ele é 24% menor que Júpiter, mas tem 78% menos massa. O planeta pode completar uma órbita em 288 dias terrestres.

 

 

Kepler-35b

Por sua vez, o segundo planeta dessa descoberta é o Kepler-35b. Ele é 26% menor que Júpiter, com massa 88% menor. Além disso, ele demora 131 dias para dar uma volta completa ao redor dos dois sóis.

No entanto, os planetas Kepler-34b e Kepler-35b devem ser formados por hidrogênio e quentes demais para estar em zona habitável.

 

 

 

 

 

 

VEJA TAMBÉM: SISTEMA SOLAR