POPULAÇÃO EUROPEIA

07/07/2015 20:35

POPULAÇÃO EUROPEIA

A Europa é o continente de maior densidade populacional do mundo e o que apresenta a mais equilibrada distribuição demográfica. Isso se explica pela disposição favorável de seu território dentro da zona temperada, por seus abundantes recursos e pela antiguidade de sua civilização.

O velho continente, como a Europa é também conhecida, possui uma população estimada em 750 milhões de habitantes, número elevado se considerar que a extensão territorial é relativamente limitada, o que significa que é bastante povoado. Com uma densidade demográfica de 72 hab./km².

A população europeia é constituída por diversos grupos étnicos, com destaque para: anglo-saxões, escandinavos, eslavos, germânicos e latinos. Um dado importante é que a esmagadora maioria da população é constituída por brancos.

Em seu conjunto, a Europa apresenta os mais baixos índices de mortalidade e de natalidade do planeta, embora existam diferenças entre o norte e o sul.

Quanto à prática religiosa, o cristianismo é o de maior destaque, embora esteja dividido em catolicismo romano, especialmente na Espanha, Portugal, França e Itália; protestantismo em países como Alemanha, Noruega e Suécia; e o cristianismo ortodoxo, na Grécia e Rússia.

A população está irregularmente distribuída no território continental, informação explicada pelo fato de haver áreas europeias intensamente povoadas com densidade demográfica acima dos 300 hab/km², enquanto que em outras há verdadeiros vazios demográficos, com densidade inferior a 1 hab/km². Em algumas áreas onde há maior concentração de pessoas a densidade demográfica supera 100 habitantes por quilômetro quadrado, geralmente essas aglomerações estão estabelecidas em áreas próximas aos principais mananciais (rios), um exemplo disso é o rio Reno (Alemanha e Países Baixos), Sena, Tamisa e Pó. Apesar de ser um continente bastante povoado, existem regiões com baixa densidade demográfica, podemos destacar as áreas influenciadas pelo clima ártico, onde é registrado menos de dois habitantes por quilômetro quadrado, isso é provocado pelas adversidades impostas pelo frio rigoroso que impede que o homem possa desenvolver todas as suas atividades.

Nesse continente, além de haver uma população menos numerosa, há também um crescimento demográfico muito baixo, o que vem disseminando preocupações a respeito do envelhecimento populacional, principalmente em países como Alemanha, França e outros. Esses países, inclusive, estão promovendo medidas de incentivo aos casais para que eles possam ter mais filhos.

Como a Europa é um continente extremamente urbanizado, há uma grande parcela da população que habita áreas urbanas, principalmente no Centro-Ocidental do continente, isso acontece por causa da concentração de importantes parques industriais e, além disso, as duas maiores cidades (Paris e Londres) de todo a região se encontram nessa porção européia. Paris é habitada por aproximadamente 9 milhões de pessoas e Londres abriga cerca de 7 milhões de habitantes.Não podemos esquecer da Rússia, país mais populoso, e de sua capital Moscou com 12 milhões de habitantes, embora a maior parte do país esteja na parte asiática, Moscou esta na parte europeia, e por isso torna-se a cidade mais populosa da Europa.

Abaixo a lista dos países mais populosos e povoados do continente Europeu:

Países mais populosos

Rússia: 141 milhões de habitantes.

Alemanha: 82 milhões de habitantes.

França: 62 milhões de habitantes.

Reino Unido: 60 milhões de habitantes.

Itália: 58 milhões de habitantes.

Países mais povoados, salvo os minestados europeus


Países Baixos: 489,1 habitantes por quilômetro quadrado.

Bélgica: 343,2 habitantes por quilômetro quadrado.

Reino Unido: 251,6 habitantes por quilômetro quadrado.

Alemanha: 236 habitantes por quilômetro quadrado.

Itália: 197,8 habitantes por quilômetro quadrado.
 

A Bélgica é o país com maior porcentagem de população urbana da Europa.

Outros como Portugal e Albânia são rurais, esses tem respectivamente 34 e 39% de população urbana.

 

 

ORIGENS ÉTNICO-LINGUÍSTICAS

 

Os europeus não formam grupos étnicos uniformes. Os diversos povos que habitaram a Europa, desde a Pré-História, realizaram vários cruzamentos entre si. Posteriormente, com a invasão dos bárbaros provenientes da Ásia, houve novos cruzamentos. A população européia é o resultado dessa mistura racial e está dividida em nove grupos:

Germanos - população formada, principalmente, por ingleses, holandeses, belgas e alemães.

Latinos - italianos, portugueses, espanhóis e franceses.


Eslavos - russos, ucranianos, uigoslavos, poloneses (povos da Europa Central e Oriental).
 

Greco-ilírios - gregos, albaneses e romenos.


Fino-úgricos - finlandeses, húngaros, lapões etc.


Celtiberos - irlandeses, galeses (País de Gales), bascos etc.


Turco-búlgaros - turcos e búlgaros.


Leto-lituanos - letonianos e lituanos.


Judeus - encontram-se espalhados por todos os países da Europa.

 

Estrutura etária e População economicamente ativa

A população européia é formada segundo a estrutura etária por pessoas adultas e idosas em sua maioria, os níveis apresentados superam as médias internacionais.

Estrutura etária da Europa em relação ao mundo:

0 a 14 anos de idade Europa: 15,4% Mundo: 27,4%

15 a 64 anos de idade Europa: 68,3% Mundo: 65,1%

Acima de 65 anos Europa: 16,3% Mundo: 7,5%

A população européia que integra o PEA (População Economicamente Ativa) geralmente desenvolve suas atividades nos centros urbanos e atuam principalmente nos setores secundários e terciários.

Esse fator é resultado do alto nível de industrialização no qual a maioria dos países europeus se encontra, além de possuir uma atividade rural ligada à modernização, dessa forma produz poucos postos de trabalho nesse segmento.

Com o neocolonialismo, um grande número de pessoas emigrou para as colônias. A natalidade baixou, devido aos avanços e a informação. O que iniciou a chamada transição demográfica, ou seja diminuição do crescimento populacional, que hoje causa outro problema para a população europeia, o envelhecimento da população. No século XX o acesso a informação, métodos anticoncepcionais, mulher no mercado de trabalho, educação fizeram com que as taxas de natalidade baixassem ainda mais.

Depois da primeira guerra mundial, quase todos os países europeus desenvolveram uma política anti-natalista, com a propagação das idéias de Thomas Robert Malthus, que pregava que o aumento populacional seria inferior ao crescimento da produção de alimentos, o que geraria uma crise mundial, porém o que ocorreu em 1929 foi uma crise de abundância.

Com o declínio populacional, a Europa vive um novo problema, o envelhecimento da população, e a diminuição da população economicamente ativa (PEA). Uma outra tendência é o alto custo de um idoso para a sociedade, em termos de saúde, higiene e cuidados. Esse problema está sendo revertido com o incentivo a imigração providos ex-países socialistas do leste europeu, o que muitas vezes causa conflitos sociais e étnicos.

Os europeus afirmam que os países subdesenvolvidos devem controlar a natalidade. Eles temem que com uma explosão demográfica, os subdesenvolvidos possam invadir o território desenvolvido.

Hoje, a população europeia jovem tende a seguir os padrões de educação, conhecimento e qualificação que hoje existe, fazendo da Europa o grande centro mundial.

Muitos países para controlar o déficit na previdência adotam medidas de aumentar a idade mínima para a aposentadoria.

Após a segunda guerra, a Europa passou a ser um espaço de imigração (chegada de pessoas), atraídas pelas boas condições de vida.

Com o plano Marshall, a necessidade de mão de obra fez com que os europeus estimulassem a imigração para a Europa. Os imigrantes faziam os trabalhos que o povo europeu não se prestava a fazer (trabalho braçais e considerados humilhantes para os europeus) e recebiam baixos salários.

Com um mundo globalizado e informatizado, a Europa prefere comprar de outros países produtos de menor tecnologia, sendo assim, com a menor necessidade de mão de obra, o trabalhador estrangeiro é tido como um concorrente com os trabalhadores europeus no mercado de trabalho da Europa. Gerando assim, uma espécie de xenofobia (aversão aos estrangeiros imigrantes).

 

Porém, depois da crise socialista e da desfragmentação da União Soviética (1991) fugiram para países da Europa ocidental (França, Bélgica, reino unido, etc). em 1993, a União européia foi implantada e facilitou a circulação de mão de obra nos países europeus e dificultou ainda mais o ingresso de não europeus.

 

ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO É UM DOS MAIORES DESAFIOS DA EUROPA

A Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (CEE-ONU) avisou,que o envelhecimento da população é um dos maiores desafios que o continente enfrenta.

A Europa conta, atualmente, com 4,4 pessoas em idade de trabalhar por cada pessoa de 65 anos ou mais. Atendendo a que a população ativa europeia deverá diminuir acentuadamente no futuro, esse número deverá baixar para 3,1, em 2025, e para apenas 2,1, em 2050, segundo as estimativas.

A Comissão Econômica para a Europa definiu quatro grandes eixos estratégicos de reflexão para os governos europeus.

O primeiro consiste na integração do envelhecimento, que passa por uma prevenção ativa em matéria de saúde, uma adaptação da cidade às pessoas idosas, um acesso mais fácil destas à Internet e o aumento da sua participação no mundo associativo.

A desigualdade de gênero no domínio dos rendimentos dos aposentados é o segundo desafio. As mulheres europeias ganham menos do que os homens e trabalham mais na economia informal. Vivem também mais tempo e, por conseguinte, as suas pensões são menos elevadas. As soluções recomendadas pela Comissão são que sejam autorizadas licenças parentais para o pai e a mãe bem como uma fiscalidade que incentive o trabalho feminino, tendo em vista alcançar a igualdade entre os sexos no que se refere às pensões.

O terceiro tema de reflexão é o desenvolvimento do consumo das pessoas idosas. A Comissão recomenda a adaptação dos produtos e serviços às pessoas com mais de 65 anos. O quarto desafio é o acesso dos aposentados à vida social. A Comissão recomenda soluções que visem simplificar os procedimentos administrativos, taxas preferenciais para os exames médicos e ajuda nas tarefas cotidianas.

 

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