REGIÃO NORTE - ASPECTOS FÍSICOS

08/03/2016 14:17

REGIÃO NORTE

            Atualmente, a expansão da fronteira agrícola avança sobre a Amazônia, sobretudo a partir de suas extremidades meridionais. A exploração da madeira, as queimadas, a posterior implantação de áreas de pastagem, seguidas do cultivo comercial da soja e do algodão caracterizam, predominantemente, o recente processo de ocupação e uso do solo da região.

            É importante destacar também, que além das atividades agro extrativas da Região Norte, existem importantes núcleos urbano-industriais e que grande parte de sua população vive e trabalha em áreas urbanas. Vale lembrar que na última década, a Região Norte apresentou o maior crescimento populacional do país.

            ASPECTOS FÍSICOS DA REGIÃO NORTE

            A paisagem da Região Norte revela um espaço físico marcado pela presença da Floresta Amazônica.

            Amazônia e Região Norte são sinônimos?

            Com uma superfície de 3.853.327km2, a Região Norte, definida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), corresponde a quase a metade do território brasileiro.

            A Região Norte e a Amazônia têm áreas de abrangência diferentes.

            Os estados do Amazonas, Amapá, Acre, Tocantins, Rondônia e Pará formam a Região Norte. Já a Amazônia ultrapassa os limites desses estados e até as fronteiras nacionais. Isso ocorre porque o termo Amazônia designa uma imensa região natural da América do Sul, coberta predominantemente pela Floresta Amazônica, também conhecida como Pan-Amazônia ou Amazônia Internacional. A outra delimitação da Amazônia foi criada pelo governo brasileiro para promover políticas de desenvolvimento na região: trata-se da Amazônia Legal.

            A Floresta Amazônica

            A paisagem da Região Norte é marcada pela presença da Floresta Amazônica, ainda bastante preservada, apesar da acelerada devastação ocorrida nas últimas décadas. A floresta abriga grande variedade de espécies vegetais e animais.

            Matas de inundação e matas de terra firme- A floresta Amazônica é uma floresta pluvial, que se desenvolve em uma região muito úmida e de temperaturas elevadas. Nela encontramos matas de inundação e matas de terra firme.

            As matas de inundação, localizadas em áreas sujeitas a inundações, dividem-se em matas de igapó e matas de várzea.

            As matas de igapó situam-se junto aos rios, em áreas constantemente alagadas. Nelas há plantas aquáticas, como a vitória-régia, além de cipós, trepadeiras, arbustos e árvores com até vinte metros de altura.

            Já as matas de várzea encontram-se em solos alagados apenas em períodos de cheias dos rios. Nelas, são comuns árvores de grande porte, como o cacaueiro e a seringueira.

            A maior parte da Floresta Amazônica é composta de matas de terra firme, localizadas nas áreas livres das inundações dos rios. As árvores são bastante altas, e a junção de suas copas dificulta a entrada da luz do sol, tornando o ambiente escuro e úmido. A castanheira, o cedro e a sumaúma são espécies encontradas nas matas de terra firme.

            A importância da Floresta Amazônica – A exuberância da Floresta Amazônica leva muitas pessoas à conclusão de que os solos amazônicos são férteis, pois as árvores altas e de copas largas necessitam de muitos nutrientes para se desenvolver. Na verdade, porém, os solos amazônicos são pobres em nutrientes. Como a floresta é muito densa, forma-se sobre o solo uma camada de folhas, galhos e troncos que se decompõem repondo os nutrientes necessários para a manutenção da floresta.

            A região amazônica registra insolação intensa (por estar próxima do equador), umidade permanente (graças a ocorrência frequente de massas de ar úmidas) e baixa amplitude térmica, isto é, diferença entre a mínima e a máxima temperatura é muito pequena. Essas condições climáticas garantem uma taxa de fotossíntese elevada, o que contribui para o desenvolvimento da floresta e sua exuberância.

            Essas características permitem afirmar que a floresta tem importante papel nos processos naturais que ocorrem na região amazônica. Ela contém grande biodiversidade, oferece proteção aos solos e participa da regulação do clima. Sua destruição, gera graves consequências sociais e ambientais para toda a região.

            Bacia Amazônica

            Além da floresta, outra característica marcante da região Norte é a presença da mais extensa e volumosa bacia hidrográfica – área drenada por um rio principal e seus afluentes – do mundo a Bacia do Rio Amazonas.

            O relevo – As planícies da Região Norte encontram-se onde há mais influência da bacia hidrográfica do Rio Amazonas e de seus afluentes.

            A extensa área de captação de águas pluviais responsáveis por formar a Bacia Amazônica é um dos fatores que explicam o grande volume de águas do rio Amazonas. Cerca de 20% de toda a água doce do planeta circula nessa região.

            O clima – Outro fator responsável pelo elevado volume de águas que circula na Bacia Amazônica são as condições climáticas. Nessa região predomina o  clima equatorial úmido, caracterizado por:

- médias de temperatura elevadas, que chegam a ultrapassar os 270C. Além disso, a amplitude térmica diária anual é baixa, não havendo portanto variação significativa de temperatura ao longo do ano.

- elevados índices de pluviosidade, isto é, grande quantidade de chuvas. Os índices da região são os mais altos do país, chegando a superar 2.500mm anuais.

            O aproveitamento dos rios – A vida da população local está intimamente ligada aos rios, usados para abastecimento, agricultura, pesca e transporte de pessoas e mercadorias. A extensão da Bacia Amazônica, a ausência de desníveis extremos de terreno, a floresta densa e o volume abundante de chuvas são alguns dos motivos que fazem da navegação o principal meio de transporte local.

 

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